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UMA EXPLOSÃO NA LUA
Então você pensou que nada acontecia na Lua?
Cientistas da Nasa observaram uma explosão na Lua. O fenômeno com energia equivalente a 70 kg de TNT ocorreu próximo à margem do Maré Imbrium
(Mar das chuvas) em 7/11/2005 quando um meteoro de 12 cm de largura chocou-se no chão viajando a 27 km/seg.
“Que surpresa”, diz o pesquisador do Marshal Space Flight Center (MSFC) Rob Suggs que registrou o flash do impacto. Ele e seu colega Wes Swift estavam testando um novo telescópio e vídeo câmera para monitorar os impactos de meteoros na lua. Na sua primeira noite “pegaram um”.
O objeto que chocou-se com a lua era provavelmente um Taurid. Em outras palavras, era parte da mesma chuva de meteoro que pipocou na Terra com bolas de fogo no último outubro e inicio de novembro de 2005.
A lua também foi atingida, mas diferente da Terra, não tem atmosfera para interceptar meteoros e transformá-los em raios de luz inofensivos. Na lua meteoros chocam-se com o chão – e explodem.
O flash que vimos, diz Suggs, era tão brilhante quanto uma estrela de 7ª. Grandeza. Isto é 2,5 vezes mais obscuro que a estrela mais pálida que uma pessoa pode ver a olho nu, mas fácil de captar por telescópios de 10 polegadas.
Cooke estima que o impacto gerou uma cratera na superfície da lua de cerca de 3 metros de largura e 0,4m de profundidade. Para crateras lunares esta é pequena. “Mesmo o telescópio espacial Hubble não pode vê-la”, observa Cooke.
A lua está distante 384.400km. A esta distância, as menores coisas que o Huble pode distinguir têm cerca de 60 m. de largura.
Esta não é a primeira vez que meteoros forma vistos chocando-se com a Lua. Durante a tempestade de meteoros Leonid de 1999 e 2001, testemunhadas por astrônomos amadores e profissionais com meia dúzia de flashes atingindo luminosidades de 7ª. A 3ª. Magnitudes. Muitas das explosões foram fotografadas simultaneamente por observadores separados.
Desde o Leonids de 2001 que os astrônomos não têm gasto muito tempo procurando por meteoros lunares. “Ficou fora de moda”, diz Suggs. Mas com o plano da NASA de voltar à Lua em torno de 2018, está na hora de começar a observar novamente.
Existem muitas questões a serem respondidas: Com que freqüência grandes meteoros chocam-se com a lua? Isto acontece somente durante chuvas de meteoro como o Leonid e Taurid? Ou podemos esperar choques durante todo o ano de “meteoros esporádicos”? Pergunta Suggs. Os exploradores na Lua vão querer saber.
“A chance de um astronauta ser atingido diretamente por um grande meteoro é minúscula, diz Cooke”. Embora, ele admite, as disparidades não sejam muito conhecidas porque não fizemos observações suficientes para obter os dados para calcular estas disparidades. Além disso, enquanto o perigo de um astronauta ser ferido individualmente seja nulo, pode crescer de forma apreciável numa situação de total exposição lunar.
De grande importância é o jato - os meteoros secundários produzidos pelo impacto. Ninguém sabe a distancia que alcançam nem a forma que tomam.
Também impactos no solo podem levantar a poeira lunar por uma ampla área. A poeira lunar é carregada eletrostaticamente e notoriamente pegajosa.
Mesmo uma pequena quantidade de areia lunar pode ser danosa: ela entra nas juntas e alças do uniforme espacial, se agarra a laminas da face, e mesmo faz o ar cheirar quando é revolvida pelos caminhantes. Poderão os impactos de meteoros ser a fonte das “tempestades de areia” lunar? Outra questão para o futuro....
“Suggs e sua equipe planejam fazer mais observações”.
“Estamos contemplando um programa de monitoramento ativo de longo prazo não somente durante as maiores chuvas de meteoros, mas também nos intervalos entre elas.” Precisamos desenvolver softwares que encontrem estes flashes automaticamente. Permanecer gravando por 4 horas para encontrar um flash de 1 segundo pode se tornar chato; isto é um trabalho para computadores.
Com melhorias, seus sistemas podem captar muitos meteoros lunares. Suggs diz, estou pronto para mais surpresas.
Mais informações
Por quanto eles sabem, Suggs e Swift foram os únicos a gravar o impacto de 7/11, provavelmente por serem os únicos que estavam olhando. Assim, diferente de 1999 e 2001, o Taurid de 2005 não foi confirmado por um segundo ou terceiro observador.
Todavia, Suggs diz, “estamos 99% seguros de que foi real”.
Outras possibilidades incluem:
Um satélite passando em frente da lua, refletindo na luz do sol.
Um raio cósmico atingindo o chip CCD do vídeo câmera.
Um meteoro na atmosfera terrestre, diretamente entre a Terra e a Lua.
“Nós não acreditamos que era um satélite, diz Cooke que junto com o engenheiro espacial Heather McNamara buscaram através do catalogo NORAD de 8363, objetos descartados” na órbita terrestre. Não havia satélites não classificados ou pedaços de debris space no lugar certo, na hora certa para causar o flash.
“Não poderia ter sido um raio cósmico.” Nós observamos a explosão lunar em 5 telas consecutivas de vídeo (tempo total de exposição: 150mseg.). Um raio cósmico teria causado um flash somente em uma tela, explica Suggs.
E finalmente, é quase certo que não foi um meteoro na atmosfera terrestre. “Para se mascarar como um impacto lunar um meteoro na atmosfera terrestre teria que estar voltado diretamente em direção ao nosso local de observação no MSFC de forma a parecer um ponto invés de uma faixa de luz. Um meteoro atingindo a lua é mais plausível. Além disso, a curva de luz de nosso Taurid de 7/11 tem a mesma forma que as curvas de luz do Leonid lunar observado em 1999 e 2001. Também, não se iguala uma curva de luz a um” ponto de meteoro”.
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